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Desafinando a juventude: A bossa nova dos "velhos" de 30 anos

Anos 90 são retratados como “super cool” e “doido”, mas hoje o que restou foi uma geração melancólica de tadinhos e tadinhas Tenho conversado com alguns amigos sobre a moldagem comportamental das gerações por meio de certos memes depreciativos. Exemplos: “Depois dos 30 anos tô velha, cansada, quebrada, costas arrebentadas, saudades da minha juventude!” “Ai como era boa minha juventude!” Muita gente que conheço ou sigo compartilha quase diariamente esse tipo de brincadeira que parece ser só zoeira. Mas quando algo é repetido várias vezes por semana, a mente aprende pela repetição e incorpora esse pensamento. Mesmo pessoas saudáveis podem se sentir mal, mais cansadas que o normal, doentes ou desanimadas por causa disso. É claro que, ao envelhecer, vemos a vida de forma diferente, percebemos injustiças e adquirimos mais conhecimento e experiência. É exatamente por isso que precisamos cuidar da saúde mental, física e emocional. Compartilhar, repetir e reforçar esse tipo de negatividade só ...

Quem é VOCÊ neste mundo híper acelerado?

Nos últimos anos, sem percebermos, evoluímos muito. Mas muito mesmo. O Facebook começou a ser usado com força no Brasil há apenas doze anos, em 2011. Veja o que aconteceu com publicidade, mídia, política, comunicação por meio de memes, indiretas nas redes sociais e por aí vai. Influencers, creators, pessoas comuns ganhando voz, conquistando fãs, tendo seguidores, sendo ouvidos sem estarem nos maiores canais de TV, jornais e revistas do mundo. O que elas falam? Como influenciam? Elas ensinam, tiram dúvidas, explicam assuntos que dominam ou dão dicas de algo que usaram e gostaram. Isso é maravilhoso para pessoas e empresas. Claro que, como em toda profissão, existem profissionais que não fazem um bom trabalho, compram seguidores e tal... vamos focar nos bons. Antigamente, o boca a boca rolava em encontros como as Tupperware Parties, onde mulheres testavam as maravilhas que só o Tupperware podia proporcionar. E os vídeos rápidos, como os Reels e os do TikTok? No Brasil, há apenas quatro a...

Humano 5.0 - O Cyborg sem implante tecnológico

Com o surgimento do WhatsApp e das redes sociais testemunhamos uma evolução nos comportamentos humanos. Embora nossas emoções e reações permaneçam as mesmas, as formas como as expressamos estão profundamente influenciadas pela tecnologia, transformando-nos em uma espécie de cyborg sem implantes físicos. Hoje, uma simples ação como deletar a foto de perfil do WhatsApp pode comunicar tristeza, frustração ou necessidade de atenção a dezenas ou até centenas de pessoas, sem que uma única palavra seja dita. Antes da era digital, essas emoções só podiam ser percebidas em encontros presenciais, por meio do semblante e do comportamento. Agora, um gesto online provoca reações imediatas, seja em forma de mensagens de preocupação ou, em alguns casos, de total indiferença. A fobia social telefônica é outro comportamento moldado por essa era digital. Muitos evitam atender ligações e preferem enviar mensagens de texto para perguntar o que o interlocutor queria. Essa comunicação assíncrona oferece mai...